Quintal da Flora: chef Carolina Costa transforma casa centenária em espaço gastronômico
A princípio, da confeitaria à docência em hospitalidade, a trajetória de Carolina Costa une conhecimento, gestão e o desafio de preservar a história de uma casa enquanto constrói o futuro de seu restaurante.
A gastronomia pode nascer de diferentes caminhos. Para a chef Carolina Costa, o interesse pela cozinha começou ainda na adolescência, passou pela confeitaria, ganhou espaço na docência e se consolidou também no empreendedorismo.
Portanto, hoje, à frente do Quintal da Flora, ela une sua experiência na área da hospitalidade à gestão de um negócio que tem como ponto de partida uma casa centenária.
A ideia de transformar o imóvel em um espaço gastronômico surgiu de maneira inesperada, quando sua avó se mudou da residência.
Carolina enxergou ali uma oportunidade de dar um novo significado ao espaço, preservando sua história e adaptando-o a uma nova finalidade.
“Lá vi a oportunidade de ressignificar um espaço de 100 anos e transformar num espaço gastronômico”, conta a chef. A partir dessa percepção, ela e sua equipe traçaram um plano para tirar o projeto do papel.
Da confeitaria à gestão de um negócio gastronômico
Antes de assumir o desafio de conduzir o restaurante, Carolina já havia construído uma trajetória ligada à gastronomia e à educação. O contato com a confeitaria, ainda na adolescência, despertou nela a possibilidade de empreender na área e motivou seus estudos em gastronomia.
Inicialmente a profissional direcionou inicialmente sua especialização para a docência e atua há 21 anos dando aulas na área da hospitalidade. Mesmo com a carreira acadêmica, continuou desenvolvendo seus projetos empreendedores.
Sua formação também avançou para a administração. Mestre na área, Carolina mantém os estudos voltados à gestão e busca aplicar esse conhecimento no cotidiano do próprio negócio.
A combinação entre prática, ensino e administração faz parte de sua maneira de compreender o setor. Para ela, trabalhar com alimentos e receber pessoas envolve uma complexidade que nem sempre é percebida por quem observa a atividade de fora.
“O setor de A&B é muito mais complexo do que as pessoas costumam perceber”, afirma, referindo-se à área de alimentos e bebidas.
Preservar a história e inovar são desafios do Quintal da Flora
Transformar uma casa com aproximadamente um século de história em um empreendimento gastronômico exige encontrar um equilíbrio entre o passado e o presente. Esse é um dos desafios que Carolina considera constantes na condução do Quintal da Flora.
A proposta envolve manter a identidade histórica do imóvel, ao mesmo tempo que se constrói uma experiência coerente com as necessidades atuais. Na avaliação da chef, é necessário encontrar sentido para essa transformação sem deixar de inovar.
“É inovar dentro de algo antigo”, resume.
Em primeiro lugar, além das decisões relacionadas à identidade do espaço, a empreendedora destaca os desafios econômicos que fazem parte da rotina de qualquer empresa. Na gastronomia, a operação exige acompanhamento contínuo, atenção aos detalhes e capacidade de adaptação.
Carolina também ressalta que a hospitalidade exige uma compreensão profunda do ato de servir. Mais do que preparar e entregar uma refeição, trabalhar nesse segmento significa estar atento às pessoas e às relações construídas em cada etapa do atendimento.
Empreender também é assumir responsabilidades com as pessoas
Antes de mais nada, ao refletir sobre sua trajetória, Carolina associa o amadurecimento profissional à responsabilidade que acompanha a administração de um negócio e o trabalho em equipe.
Para ela, as decisões tomadas por uma empresa ultrapassam os resultados financeiros. Existe uma rede de pessoas envolvidas na operação, desde os profissionais que trabalham no estabelecimento até os clientes que consomem seus produtos e serviços.
A chef entende que essa percepção transforma a maneira de enxergar o empreendedorismo. A gestão passa a considerar não apenas os objetivos individuais, mas também o impacto das escolhas sobre quem participa da construção do negócio.
“Para empreender eu me tornei menos egoísta e mais atenta a quem divide o trabalho comigo”, afirma.
Essa visão também aparece quando ela fala sobre as conquistas profissionais. Em vez de considerar os resultados como um ponto final, Carolina os enxerga como incentivo para continuar evoluindo.
“Para mim, as conquistas são combustível para seguir em frente”, explica.
Na sua perspectiva, uma empresa precisa de atenção e cuidado permanentes. Por isso, a construção de um negócio sustentável não depende de uma única realização, mas da capacidade de manter o trabalho, aprender e se adaptar ao longo do tempo.
As relações construídas ao longo da trajetória
Entre os aspectos dos quais mais se orgulha, Carolina destaca as relações que desenvolveu por meio do trabalho. A afirmação reforça uma dimensão do empreendedorismo que vai além da estrutura física, dos resultados comerciais e do reconhecimento profissional.
No segmento da hospitalidade, as relações fazem parte da própria atividade. A convivência com a equipe e o contato com os clientes integram uma rotina em que servir exige atenção, responsabilidade e disposição para compreender o outro.
Ao olhar para o futuro, a chef deseja que o Quintal da Flora mantenha a resiliência que marcou sua história e continue sendo um espaço aberto a todos.
“Para o futuro, eu desejo que a casa permaneça resiliente como sempre foi e aberta para todos”, diz.
Todavia, o conselho de Carolina Costa para quem deseja empreender: Para quem pretende abrir um negócio, especialmente no setor gastronômico, Carolina defende a importância de estudar e buscar informações que possam orientar as decisões do cotidiano.
A experiência prática é importante, mas precisa ser acompanhada de conhecimento para enfrentar as exigências da gestão. Planejamento, aprendizado contínuo e capacidade de lidar com as adversidades fazem parte desse processo.
A chef também destaca a perseverança como um elemento fundamental para a continuidade de uma empresa. Na sua visão, empreender exige persistência diante dos desafios e disposição para permanecer trabalhando mesmo quando os resultados não aparecem imediatamente.
“A permanência garante a sustentação do negócio”, conclui.
A trajetória de Carolina Costa à frente do Quintal da Flora reúne diferentes dimensões do empreendedorismo gastronômico: conhecimento técnico, formação em gestão, valorização da história e responsabilidade com as pessoas.
Em suma, ao transformar uma antiga residência em um espaço gastronômico, a chef encontrou uma maneira de conectar passado e presente, mantendo o desafio de construir diariamente o futuro do empreendimento.
Conheça o Quintal da Flora através do Instagram.

GASTRONOMIA E VIAGENS é uma plataforma que reuni assuntos direcionados a gastronomia, viagens, experiências e diversos assuntos exclusivos. Por Erika Alfenas e Sheyla Alfenas, publicitárias, influenciadoras e youtubers de lifestyle, gastronomia e viagens.























